Como calcular o custo de funcionário para bares e restaurantes?

No mundo do empreendedorismo, a organização financeira é essencial para a saúde e longevidade da empresa, e há muitas minúcias as quais os empresários devem se atentar para não comprometerem seus empreendimentos. 

 

O cálculo de custo de funcionário, por exemplo, é muito importante, e muitos empresários ainda não sabem como fazê-lo. Essa falta de informações pode colocar em xeque o desempenho do negócio e comprometer os números da empresa.

 

Por isso, criamos esse material com tudo o que você precisa saber sobre como calcular o custo de funcionário para bares e restaurantes!

 

Boa leitura!

 

Você também pode se interessar por: Fluxo de caixa para bares e restaurantes: como estruturar corretamente.

O que é o custo de funcionário

Muitas pessoas ficam surpresas ao descobrirem que um funcionário custa ao contratante muito mais do que o valor mensal do seu salário. O custo real de um funcionário pode chegar a até 3 vezes sua remuneração mensal.

 

Isso ocorre porque, além da remuneração mensal, o contratante deve arcar com uma série de outros encargos trabalhistas previstos por lei. Existem empresas que assumem, ainda, outros custos não mandatórios.

 

Em alguns regimes tributários, o salário mensal pode corresponder a apenas 32% dos gastos mensais com o funcionário. Outros 68% são relativos aos encargos trabalhistas.

 

Dentre os encargos trabalhistas que devem ser pagos, para além do salário mensal, podemos citar o adicional de férias, o 13º e a contribuição do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

 

Por isso, o processo de montar uma equipe para bares e restaurantes deve ser feito de forma estratégica e com o auxílio de um contador, para evitar situações onde a empresa contrate mais funcionários do que pode arcar.

 

Custos previstos por lei

Os custos previstos por lei são aqueles que, em regime CLT, devem estar incluídos no cálculo de custo de funcionário, os chamados encargos trabalhistas. Dentre eles, estão o 13º salário, o adicional de férias, o vale-transporte e a contribuição do INSS.

 

Esses encargos são aplicados e oferecidos de diferentes formas. O décimo terceiro e o FGTS, por exemplo, são encargos sociais que devem ser retidos pelos empregadores para, futuramente, serem convertidos em benefícios para o trabalhador. Juntos, podem chegar a representar 37% do valor do salário (29% do INSS e 8% do FGTS).

 

Já o vale-transporte não está incluso no salário e deve ser calculado com base no gasto em passagem do funcionário. O trabalhador CLT, nesse caso, arca com até 6% do seu salário. Caso o gasto com passagem ultrapasse isso, o restante é de responsabilidade do empregador.

Custos não previstos por lei

Existem também empresas que dedicam ainda mais recursos aos seus contratados, oferecendo benefícios, que não são mandatórios por lei, como vale-alimentação, plano de saúde, plano odontológico, cursos e treinamentos, entre outros. 

 

Apesar de não previstos por lei, muitas empresas oferecem esse benefício como forma de estimular a produtividade e reter funcionários. A medida tem se mostrado eficiente, visto que uma pesquisa chamada Great Place to Work aponta que investir na qualidade de vida dos funcionários é produtivo para as empresas.

Por que saber o custo de um funcionário?

A organização financeira é essencial para a saúde do empreendimento, e isso se estende a toda a sua rede de despesas, inclusive à contratação de funcionários. 

 

Considerando, que o custo mensal de um funcionário pode superar o valor do seu salário em até 68%. 

 

 Um empregador que não se atente ao cálculo de custo de funcionário, pode acabar achando que tem orçamento para contratar mais funcionários do que seria sustentável para a empresa, comprometendo a saúde financeira do estabelecimento. 

Como calcular o custo de funcionário em cada regime tributário

Os impostos e taxas arrecadados com a contratação de um funcionário podem variar conforme o regime tributário no qual a empresa está enquadrada: Lucro Real, Lucro Presumido ou Simples Nacional. 

 

Sendo mais específico, os impostos que incidem sobre o Lucro Real e o Lucro Presumido são os mesmos, esses diferem dos impostos que incidem sobre o Simples Nacional.

Lucro Real e Lucro Presumido

Nos regimes tributários do Lucro Real e do Lucro Presumido, no qual se enquadram uma parcela considerável das empresas nacionais, e as maiores, incidem os seguintes impostos e taxas (em relação ao valor do salário) relativos à contratação de funcionário:

 

  • 13º salário (8,33%);
  • Fração de férias (11,11%);
  • Instituto Nacional do Seguro Social – INSS (20% a 29%);
  • FGTS – Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (8%);
  • Seguro Acidente de Trabalho – SAT (3%);
  • Salário Educação (2,5%);
  • Provisão mensal de multa para rescisão ( 4%);
  • Previdenciário (7,93%);
  • Alíquota de terceiros (3,3%).

 

Nesse cenário, um funcionário pode chegar a custar à empresa 68% a mais que o valor do seu salário mensal. Um funcionário que recebe 2000, por exemplo, pode custar à empresa, mensalmente, até R$ 3360.

Simples Nacional

Os impostos e taxas referentes à contratação de funcionários no Simples Nacional também contam com condições especiais. 

 

As empresas enquadradas nesse regime estão livres do arrecadamento de alguns impostos. São eles: o salário educação, o INSS patronal, o SAT e as alíquotas de terceiros.

 

Dessa forma, incidem sobre a contratação de funcionário no Simples Nacional os seguintes impostos e taxas:

 

  • 13º salário (8,33%);
  • Fração de férias (11,11%);
  • FGTS – Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (8%);
  • Provisão mensal de multa para rescisão ( 4%);
  • Previdenciário (7,93%).

 

Assim, um funcionário que recebe R$ 2000, em uma empresa enquadrada no Simples Nacional, pode custar 2780. Quase 40% a mais do que o valor do seu salário mensal.

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Continue lendo: Gestão de estoque para bares e restaurantes: como manter um controle e evitar desperdícios.

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